terça-feira, 22 de junho de 2021

 me in the night #3


"And I don't know if I'm being foolish, don't know if I'm being wise

But it's something that I must believe in"

- Paul Young

Acreditar. É crer em algo que você espera, que você não vê, que você só sente. Acredito tanto... em coisas boas, em destino em propósito. É o que me faz estar aqui todas as noites, acreditar que tudo vai ficar bem e que todos os sonhos podem se tornar realidade. 

sábado, 19 de junho de 2021

 Me in the night #2


"When the night has come

 And the land is dark

 And the moon is the only light we'll see

 No I won't be afraid, No I won't be afraid"

- Ben E. King


Eu tento não ter medo. Eu tento não sentir essa enxurrada de sentimentos que muitas vezes aparecem ser pedir licença. Eu tenho tantos sonhos, mas parece que pra eles acontecerem eu tenho que mergulhar num mar escuro e sombrio, deixar de lado meus gostos e minhas verdadeiras vontades para fazer com que eles, os sonhos, sejam realmente possíveis. As noites me deixam ainda mais pensativas. Até onde eu deveria me esforçar? Até onde eu deveria ser tão condescendente e aceitar tantas coisas em prol ao futuro que eu almejo? Será que eu preciso mesmo fazer tanto esforço? Bom, por enquanto minhas respostas são sim, eu preciso de tudo isso para crescer e ter tudo o que eu desejo num futuro próximo, espero que valha a pena.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

 Me in the night #1


"One day my father, he told me

Son, don't let it slip away [...]

 He said: One day you'll leave this world behind

So live a life you will remember

My father told me when I was just a child

These are the nights that never die"

   - Avicii


Lembra? Lembra de como é viver? Da intensidade? Da liberdade? Lembra quando podíamos exercer o livre arbítrio? De como era bom sentir a brisa do mar ou o ar gelado do inverno nos lábios? De como era bom encontrar pessoas que você ama e poder abraçá-las? A gente só lembra quando deixa escapar ou quando é forçado a deixar de lado. Eu não me arrependo de nada, pulei de cabeça onde eu podia. Minha vida nos últimos 2 anos pré isolamento foi intensa e eu recordarei com rodo o carinho do mundo desses dias tão incríveis, porque esses momentos, esses pequenos flashes, esses ficarão para sempre. 

Esta é a primeira noite de plantão após vários meses. Eu já não me lembrava mais como era, na verdade nunca me esqueci, mas o sentimento de viver de novo é estranho. A temida ansiedade, que me acompanha desde algum incontável tempo, que só piorou nesses 15 meses, voltou com intensidade. Eu esqueço como um gatilho pode ser devastador, na verdade eu finalmente encontrei o meu gatilho, noites obrigadas a serem passadas em claro. Como lutar contra esse turbilhão de sentimentos em meio a prováveis dois meses assim? Eu escolhi, eu pulei, eu quero voltar à superfície, à luz do dia, mas como? Será que esse não é mais meu lugar? Não a noite, mas o lugar físico de onde escrevo essas reflexões?

Bom, agora é hora de tentar entender, me acalmar e voltar a um velho hábito que me ajudou tanto e quem sabe não retorne e me dê paz? Bem-vinda eu, bem-vinda novamente ao mundo da escrita, bem-vinda às noites. Até o próximo plantão.