quinta-feira, 17 de junho de 2021

 Me in the night #1


"One day my father, he told me

Son, don't let it slip away [...]

 He said: One day you'll leave this world behind

So live a life you will remember

My father told me when I was just a child

These are the nights that never die"

   - Avicii


Lembra? Lembra de como é viver? Da intensidade? Da liberdade? Lembra quando podíamos exercer o livre arbítrio? De como era bom sentir a brisa do mar ou o ar gelado do inverno nos lábios? De como era bom encontrar pessoas que você ama e poder abraçá-las? A gente só lembra quando deixa escapar ou quando é forçado a deixar de lado. Eu não me arrependo de nada, pulei de cabeça onde eu podia. Minha vida nos últimos 2 anos pré isolamento foi intensa e eu recordarei com rodo o carinho do mundo desses dias tão incríveis, porque esses momentos, esses pequenos flashes, esses ficarão para sempre. 

Esta é a primeira noite de plantão após vários meses. Eu já não me lembrava mais como era, na verdade nunca me esqueci, mas o sentimento de viver de novo é estranho. A temida ansiedade, que me acompanha desde algum incontável tempo, que só piorou nesses 15 meses, voltou com intensidade. Eu esqueço como um gatilho pode ser devastador, na verdade eu finalmente encontrei o meu gatilho, noites obrigadas a serem passadas em claro. Como lutar contra esse turbilhão de sentimentos em meio a prováveis dois meses assim? Eu escolhi, eu pulei, eu quero voltar à superfície, à luz do dia, mas como? Será que esse não é mais meu lugar? Não a noite, mas o lugar físico de onde escrevo essas reflexões?

Bom, agora é hora de tentar entender, me acalmar e voltar a um velho hábito que me ajudou tanto e quem sabe não retorne e me dê paz? Bem-vinda eu, bem-vinda novamente ao mundo da escrita, bem-vinda às noites. Até o próximo plantão. 

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